6 de maio de 2012

Janeiros muitas vezes significam novos começos. Mas eu não sabia que, dessa vez, eu também teria um novo começo. E seria ainda no inverno, quando mesmo com luz, eu não a enxergava. Era como se só existisse a casca… O coração havia desistido. Então você apareceu e me esquentou. Apareceu e cuidou. Apareceu e me mostrou de novo o amor. Mesmo sendo só o meu. Meu coração teve um novo começo. Voltei a existir e a sentir. Não existia mais só a casca.
É incrível como um amor pode crescer e ultrapassar todas as barreiras . Chega a dar medo. Um amor feroz e voraz: esse era o que eu sentia. No começo tímido, depois insaciável. Não era igual aqueles amores infantis ou pré-adolescentes. Era algo mais, quase maduro. Era um quase, totalmente um quase em quase todos os sentidos. E eu, que pensava saber amar, me via louca de e por amor.

Me tornei uma pessoa diferente. Amadureci. E no final, acabei me tornando mais velha do que a minha idade biológica, mentalmente. E aquele amor continuava feroz e voraz. Crescia cada dia mais sem que eu quisesse ou pudesse impedir. Eu não queria. Começou a superar todos os amores: dos mais intensos aos mais longos. Se tornava único. Qualquer um outro não tinha vez.
Parece que a gente só ama uma vez, de várias formas e jeito, várias pessoas. Com aquele amor, foi como se todos se juntassem pra formar só um: o que eu sentia por você. O amor pode ser tão incrível, nos ensinar tantas coisas. Mesmo com tanta dor depois. É horrível que tudo tenha um fim, mas ainda espero pelo que vai ficar pra sempre. Aquele pelo qual apenas a morte poderá nos separar.

E acaba que no final de qualquer relacionamento, aprendemos um pouco mais como amar. O que deveríamos ter feito, e o que devemos fazer ou deixar de fazer daqui pra frente. Confesso que hoje em dia ainda não sei amar totalmente. Sei um pouco, mas sei que nunca saberei completamente, porque cada amor é diferente. Mesmo que supere todos os outros. Mesmo que seja insaciável. Cada amor é único, e apenas nosso (no caso, meu). E hoje eu sei que posso afirmar isso.

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12 de abril de 2012

Se tem duas coisas que eu amo, essas coisas são filmes e livros. Clichê, eu sei. Mas não posso negar admitir meu amor pelos mesmos. Não sei, explicar o porquê é complicado. Talvez nem eu mesma saiba. Arrisco dizendo que é porque nas histórias, no caso os romances ou até mesmo os dramas, (quase) sempre tudo acaba bem. Tem toda aquela ilusão, que deixa vontade para que na vida real também seja assim. Mas nós sabemos que não é. Há muitos finais felizes por aí, mas também há muitos finais infelizes. Na verdade, os finais infelizes são os que mais existem. Por que, né? Por que tudo não pode acabar SEMPRE em algodão doce e pipoca? Poderia tanto ser assim.

Mas vou dizer que a culpa não é da realidade. Não é culpa da vida, nem do mundo, que o seu final não foi feliz. A culpa, na verdade, envolve apenas os indivíduos da história. Ou, talvez, apenas você mesmo. E tenho que dizer: ter um final feliz não é um bicho de sete cabeças. É simples, até.
Pra ter um final feliz, depende apenas do modo de você ver as coisas. Não vou dizer que tudo são flores. Há coisas que às vezes impedem (não totalmente) de o final ser um final feliz. Mas cabe à você saber contornar isso. Cabe à você não guardar mágoa e perdoar. Cabe à você, e só à você, fazer o seu próprio final feliz.

Viu? Não é tão difícil assim. Sei que tem muita gente orgulhosa, que não consegue passar por cima de certas coisas, de certas mágoas. Deve ser por isso que costumam dizer que perdoar é divino. Mas, olha, me diz por que guardar mágoa se temos apenas uma vida? Por que guardar mágoa se podemos transformar isso em algo doce? Por que guardar mágoa se podemos deixar isso de lado e procurar novas experiências, aventuras, e também amores?

A vida é feita de escolhas. VOCÊ escolhe o rumo que ela pode tomar. E, se nada disso te convencer, pense no que você quer ver/lembrar quando você estiver velhinha(o) olhando para o caminho que a sua vida trilhou. Com certeza você conhece aquela senhora ou senhor que é amarga(o). Pense, você quer se tornar alguém amargo, cheio de ressentimentos? Acho que não.
Se não consegue perdoar, trabalhe nisso. Te garanto que no final vai valer muito à pena, e você vai conseguir fazer o seu próprio final feliz.


8 de abril de 2012

Não sou muito de ficar relendo textos antigos que escrevi, por mais que as vezes, por pura curiosidade ou saudade, eu os leia. É que nos textos antigos, há sentimentos antigos que muitas vezes ainda fazem parte do presente. Ou então que já se foram, mas deixaram aquela doce saudade em meu peito. Porque a verdade é que o tempo passa, muita coisa se vai, mas muita coisa fica também. Os sentimentos e os textos são duas coisas que ficam. Memórias podem se dissipar, pessoas podem ir embora, mas o que eu senti – principalmente quando escrevi o texto – fica. Fica pra sempre ali, escondidinho entre as linhas do texto. Seja isso bom, ou ruim. Porque nem sempre foram só sorrisos quando escrevi algo. Muitas vezes houveram lágrimas, apertos no peito, saudade incurável. Muitas vezes agonia, de não conseguir libertar do peito aquela saudade, aquele sentimento. E tudo isso passa pro texto. Mas também como as coisas ‘ruins’, as boas também ficam. A alegria que tinha quando o escrevi, posso sentir de novo. E sorrir de novo com aquilo. Lembrar daquele tempo, daquele dia, daquela hora. E acaba que muita coisa guardada no fundo do coração, volta também. Acredito que aquilo que é de verdade, fica. Fica pra sempre marcado em ti, mesmo que seja só em ti. Pois você vivenciou aquilo intensamente, se entregou totalmente, mesmo que nem sempre isso tenha sido bom. Viver pela metade, qualquer coisa que seja, não é viver. Dar murro em ponta de faca, também faz parte. No final a gente aprende, seja com a dor, com a saudade, ou com os sorrisos. A gente sempre aprende. E chega uma hora que não machuca mais, e tudo aquilo acaba virando uma saudade doce no peito. Acaba que no final, a dor se vai, o peito se cura e você esquece dos momentos ruins. Do mesmo jeito que jogamos fora alguma coisa quebrada, não vale à pena guardar coisas ruins. Mágoa é como se você quisesse guardar a coisa quebrada, e vivesse tentando arrumá-la; remendá-la. Tem coisas que não vale à pena guardar, por mais valiosas que foram um dia. Tem vezes que devemos apenas fechar os olhos e jogar pela janela: a mágoa é uma dessas coisas. Perdoar faz parte, ainda mais quando realmente vivemos aquilo. Ainda mais que realmente nos entregamos. Errar também faz parte. Esquecer também faz parte. O tempo passar também faz parte. Guardar as coisas boas – em linhas aleatórias – também faz parte. Sempre fez.


Pensamentos voam junto com a paisagem que rápido passa pela janela do carro em movimento. Me deparo te comparando com um pássaro: Mesmo não sabendo voar (talvez, ainda), você tem aquilo de ser livre, de apenas fazer laços – que, às vezes, podem se desfazer apenas com o vento. Mas não interprete isso de maneira errada. -, mesmo algum deles se tornando nós. Tem aquilo de ser mundo, de não criar raízes, mesmo sendo intenso. De ser amado, e amar com o coração alado. Acho bonito, isso de você ser tão livre. Mesmo doendo, mesmo sabendo que uma vez que tenha partido, dificilmente voltará. E mesmo doendo, percebo que te amo. É um carinho tão grande que sinto por ti, que chego mesmo a pensar que isto é amor, meu amor. Você entenderia se eu lhe dissesse isso? Diga que sim. Não é tão complicado como parece; depois da minha tempestade tem esse arco-íris lindo no céu, esperando para ser visto. Esperando que você veja, e sinta vontade de ver de perto, de não perder de vista, de querer criar raízes junto ao pote de ouro que se encontra ao final desse meu arco-íris.

Acho bonito, isso de você ser tão livre, porque não consigo não criar raízes. Não consigo deixar para trás o que construí através de anos ou meses. Meu lar é tão especial.
Às vezes dá mesmo vontade de abandonar tudo, mas é tão bom ter um lugar pra voltar, você não acha? Minha cama ainda tem espaço pra você, quentinha e aconchegante. É só dizer que vai vir, que vai chegar, não importa como ou quando. Que vai me acordar com seu belo canto de pássaro pela manhã, desmanchando todo o pesadelo dessa cama vazia. Desmanchando o pesadelo da saudade, da dor, do nó. Assim como um peito em lágrimas, com os nós também ficamos sem ar. Então não termine de o apertar, me enforcando. O transforme em laço, me deixando respirar e sorrir. O transforme na certeza do meu amor por você, para que eu possa finalmente dizer: “É amor. Sempre foi amor, apesar de tudo.”

Dizem que coração tolo não sabe quando parar. Dar murro em ponta de faca nunca é suficiente. Talvez, seja pela vontade do ‘mais um pouquinho’, ou do ‘quem sabe, talvez?’, ou até mesmo do ‘e se?’. Meu vício por você é algo que nunca se sacia por completo, mas posso afirmar que não é obsessão. O tempo passa, estações mudam. Muita coisa se vai, e muita coisa fica, também. Tenho meu tempo, respiro sozinha e caminho sozinha. Mas quando se trata de coração, de perdoar apesar de tudo, não tem outra pessoa senão você. Tento continuar te deixando no inverno, mas você – o seu fantasma – vem me visitar no verão. E fica pro outono, e o aquece, aquece meu coração, me aquece. E eu acabo o deixando ficar para o inverno, e esse ciclo nunca termina.

Então voa. Só não esquece do meu arco-íris, da cama quentinha só te esperando chegar. Só não esquece que por mais doloroso que seja amar um pássaro livre, meu coração ainda é teu.


24 de março de 2012

Muitas vezes o passado tem isso de doer, de cutucar feridas que nem existem. Mas que doem. Por exemplo, ter o presente diariamente esfregado na sua cara, e você lembra do passado. Daquelas pessoas que foram o seu presente um dia, sabe? De grandes amizades, de grandes amores. Você sente falta, machuca. Principalmente quando coisas assim, mesmo que intensas, acabam tão rápido. Tudo se perde praticamente num piscar de olhos.

Os motivos podem ser vários, desde brigas incansáveis à sumiços/afastamentos aparentemente sem motivos. E o que era a sua rotina, vira lembrança. E aos poucos para de incomodar, mas sempre que você se lembra, dói. Porque você acredita que ainda não era o fim, ou porque foi intenso demais pra acabar. Você se entregou tanto. E passado, uma vez passado, sempre passado. As coisas nunca mais serão iguais, infelizmente. Foi-se o tempo. Foi-se o coração inocente para aquilo. Foi-se os planos. Tudo se foi.

Querer voltar no tempo é mágico demais pra poder existir, e então você relembra. Aquela pontinha de nostalgia, de saudade. De vontade.

O passado poderia ser algo totalmente doce, sabor de churros de doce de leite. Mas em muitos casos não é. O que era pra ser churros, acaba sendo pipoca queimada. E deixa aquele gosto horrível na boca. O que era pra trazer sorrisos, acaba trazendo lágrimas. O que era pra ser ternura, acaba sendo mágoa. Você pensa: “Há algo que eu poderia ter feito pra hoje eu não me sentir assim?”. Às vezes a resposta é “sim”, outras “não”. Como disse, o passado não volta. E de nada adiantará arrependimentos tardios. Siga em frente, recolha as coisas boas e deixe as ruins. Talvez ainda dê tempo de sentir o gosto de churros no futuro.


20 de março de 2012

Hoje começa a primavera, que por si só, é aconchegante. Após meses de inverno, de janelas fechadas e edredons. Primavera que é bonita aos olhos, flores, cores e amores. Amores que nem sempre chegam ou voltam após o inverno. Se perdem entre o branco da estação, ou se afogam em rios congelados. Amores, às vezes, sem cores. Amores amigos, amores especiais.

Procuro um amor de primavera. Um amor colorido, especial e aconchegante assim como a estação. Um amor de primavera que seja encantador. Que me agrade não só aos olhos, mas ao coração. Que me abra as janelas e deixe o clima agradável entrar. Que suma com os edredons e chocolates quentes, para dar lugar às cobertas finas e frappuccinos gelados.

Quero um amor de primavera que fique. Que apareça na primavera, que me refresque no verão, que me acompanhe no outono e que me aqueça no inverno. Alguém que despareça apenas para fazer café da manhã e o trazer para tomarmos na cama. Que me roube um beijo na segunda de manhã, e me surpreenda com uma flor inusitada numa terça à tarde. E que jogue WAR comigo numa sexta à noite. Que seja meu acompanhante em fugir dos padrões, mas que saiba ser clichê na hora certa.

Não é tão complicado – ou talvez difícil – como possa parecer. Basta ser simples, espontâneo. Não seguir regras, muitas vezes, é essencial. Sair sem destino por aí pode trazer memoráveis lembranças.

E como já dizia Tati Bernardi: “Que seja doce, que seja doce, mas… Que não enjoe!“.


18 de março de 2012

Eu sinto urgência do futuro. É ruim ficar aqui, estagnada no quase, no entre. Isso de nada me serve, só cria mais ansiedade, mais necessidade de chegar lá. Mas não há nada que – por enquanto – eu possa fazer.

Uma vez li que a melhor maneira de se chegar lá – sendo esse lá, realmente um lugar, ou qualquer direção – é deixando nosso objetivo de lado. E de certa forma, faz sentido. Quando não podemos o alcançar no momento, antes que fiquemos obcecados com ele e no final acabemos por o esquecer, devemos ocupar o nosso presente. Urgência do presente, é isso que também sinto agora. Algo para ocupar o meu tempo, até que o futuro chegue e eu possa finalmente realizar o meu objetivo. Porque se ele continuar no foco, mais cedo ou mais tarde perderá o brilho e de nada mais me interessará.

Mas falando do quase. Não tem nada pior do que o “quase”. Do que finais mal fabricados, despedidas sem açúcar, “Olá” sem entusiasmo. Acredito que necessidade de chegar à algum lugar todo mundo têm. E quando não se tem um lugar definido, qualquer lugar serve. Ficar estagnado, também, no meio da estrada não dá. Que tomemos qualquer direção, que o vento ou o pôr-do-sol nos guie. Chegando em algum lugar fica tudo mais fácil, porque então você sabe se aquilo te servirá de alguma coisa ou não, já que finalmente é “algo”.

A minha urgência do futuro tem direção, tem lugar certo, “coisa” certa. E, infelizmente, tempo certo. Mas esse tempo ainda está longe, e isso às vezes me agoniza. Nada posso fazer, a não ser ocupar o meu presente. Me aprimorar pro futuro. Pois mesmo um pouco longe, uma hora ele chega. E eu quero estar preparada.

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15 de março de 2012

Há muito tempo que já não lembrava do passado, até agora. Parei pra pensar, deu saudade. De anos atrás. É clichê dizer que antigamente as coisas eram mais fáceis – em todos os sentidos – mas é verdade. Pelo simples motivo de que não precisávamos nos preocupar com o futuro. Não precisávamos nos preocupar com faculdade, contas, o que seria dali pra frente. Sei que algumas pessoas sim, mas não eu. Sempre fui meio perdida em relação com o futuro.

É tão bom olhar pra trás e sentir um gosto doce – figuramente falando. Ver como foi boa a minha infância e pré adolescência. Não posso falar da minha adolescência em geral, porque ainda a vivo, mas poderia adiantar que quando eu realmente a vivia, era muito boa. Sinto como se não vivesse – e realmente não vivo – há dois anos. Não reclamo, escolhas minhas. Mas sinto que os poucos meses que me faltam antes de completar os “tão sonhados” dezoito anos, não serão suficiente para viver os dois anos que perdi – e mais esse ano. Não sinto tanta falta… Devo dizer que amadureci antes do tempo, infelizmente. Eu sou uma adolescente, me sinto como uma algumas vezes, mas sei que estou velha por dentro. Vou sentir falta disso no futuro.

É estranho. Parece que você acordou um dia e voilà, a sua adolescência – às vezes, toda a sua vida – passou enquanto você estava dormindo. Alguém também se sente assim? Já pararam pra refletir sobre isso?
Pessoas que antes faziam parte da sua vida, que conviviam com você diariamente, nos dias atuais não passam de contatos e fotos. Me dá saudade de quando eu tinha todos por perto.

Preciso dizer que admiro pessoas que mesmo já adultas, não se esquecem de ser crianças ou adolescentes. Não digo comportamento infantil, mas sim sobre se divertir, “brincar”, aprontar. Eu quero ser assim. Saber me divertir, não me encanar com problemas ou contas. Quero sair com meus amigos e esquecer que já passei dos vinte (quando os tiver), ou dos trinta, qual idade que seja. Quero continuar impulsiva, e agir pela mesma sempre que der. Ser irresponsável também – mas não sempre. Quero inverter a minha situação de agora: ser velha por fora, e nova por dentro. Aproveitar a vida, por que não?

Tenho milhares de coisas ainda pra fazer durante a minha vida, milhares de lugares para visitar, milhares de gostos para conhecer. Sonhos para realizar. Preciso fazer a minha listinha, e vou começar já. Porque quando eu perceber, e muito tempo já tiver passado, eu quero olhar pra trás e sorrir. E sentir esse gosto doce de novo, de que fiz tudo o que queria, de que realizei os meus sonhos, e que fui muito, muito feliz.


6 de março de 2012

Você é uma daquelas feridas que nunca se cicatrizam por completo. Algumas vezes, por eu sempre cutucar, tirar a casquinha. Outras, talvez porque a minha pele já se acostumou com ela assim, sem se curar totalmente.

Hoje me remeti – sem querer – àqueles tempos. Aqueles tempos que você estava presente, que eu ainda vivia em você, mesmo não sendo do modo que queria. Que as músicas que eu escutava  (e os textos que eu escrevia) não falavam sobre saudade, sobre falta, sobre passado. Mas falavam de você, sempre falam. Naquele tempo, que eu ainda te tinha perto, eu na maioria das vezes só falava de querer e não poder ter. Era ruim, eu confesso. Mas era o mínimo, o quase-suficiente. Eu entendia que não podia te ter – porque não era uma vontade sua – e aceitava, mesmo querendo. A dor não era tão grande. Eu tinha medo de te perder, mas para outra garota, não pra sempre e não te ter mais ao meu lado. E dizem que quem teme a perda, um dia acaba por perder… E eles estão certos, mesmo não do jeito que eu imaginava.

Mas era pra ser. Era pra você ainda estar aqui. Era pra você ainda ser meu amigo, meu confidente, o meu todo. Você era meu todo… Sinto por não ser mais, você me obrigou à isso. Era pra tudo aquilo ainda estar acontecendo. Era pra eu ainda viver em você. Era pra, talvez, você ser meu. Você está desperdiçando tanto… Dói em mim isso. Você saber e não querer. Passado não se apaga assim, meu amor. Sinto lhe dizer. E sinto mais ainda em dizer que a ferida que você causou em mim parece que nunca vai cicatrizar.

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4 de março de 2012

Esses dias me peguei pensando sobre a saudade. Lembrei que um tempo atrás um certo alguém veio me procurar, e disse que sentia saudades de qualquer coisa relacionada à mim. E pelos erros do passado, eu disse que não. Mas disse não pra mim. Não ia permitir que entrasse na minha vida de novo, e me machucasse no futuro, como sempre acabava por acontecer. Ele simplesmente estava colhendo o que plantou.

Mas e quando a gente não planta erros e mesmo assim colhe saudade? E não pode saciá-la? É injusto. Aprendemos desde cedo que a vida é injusta, que as pessoas são injustas. Que quase nunca o bonzinho se dá bem, e que quase nunca o vilão é pego. E ainda se dá bem no lugar do bonzinho. Deveria ser estória de ficção, se não fosse pela vida imitar a arte ou vice-versa.

Voltando ao assunto: É desesperador sentir uma saudade sem tamanho e não poder saciá-la. E as lembranças, que deveriam ajudar a saciá-la, só trazem mais saudade. Parece que você está em um bote furado no meio do mar, sem ter como se salvar. E cada vez mais vai entrando mais água dentro do seu bote.

O que você faria? Pularia de uma vez no mar, ou continuaria tentando tampar o buraco do bote e retiraria a água?

Vale dizer que ficar à deriva no mar não seria a melhor das opções. O “seguir em frente” desse caso seria virar o bote do avesso, não ficando a deriva no mar, e improvisar remos. Até que se chegue em algum lugar. Entende?
O mar sempre vai estar lá, a saudade sempre vai existir. Cabe à você decidir se vai se entregar e sofrer com ela, ou vai arrumar um jeito de que ela não te machuque tanto. Até, pelo menos, não machucar. A única saudade ‘boa’ que existe, é aquela que te deixa com um sorriso no rosto. E não aquela que traz desespero e agonia.

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